Vikings, vocação de berço

Não tinha professor nem hierarquia. Hábeis no plantio, na pesca e na navegação, os vikings aprendiam a bater e a apanhar em casa – brigando com irmãos e primos – e nas invasões e saques que eles realizavam durante suas expedições navais, nos séculos 9 e 11.

As crianças ganhavam espadas e machados de madeira para brincar, eram estimulados a resolver os problemas no braço (sempre com um adulto por perto) e aprendiam a manejar armas em casa, com os pais e vários irmãos – frutos da sociedade poligâmica em que viviam.

Os adolescentes participavam das viagens de invasão para provar sua bravura, mesmo quando ainda mal conseguiam levantar a espada de seus pais (que chegava a pesar 15+ kg). Era comum que eles ganhassem o direito a portar um machado se conseguissem arrebentar a cabeça de um inimigo.

Nas lutas, o viking era desleal. A espada costumava mirar as pernas, para imobilizar rapidamente o adversário, ou o pescoço. Caso fosse necessário o combate corpo a corpo, os guerreiros davam preferência a morder o pescoço do inimigo até romper alguma artéria.

Durante as excursões a territórios inimigos, o ataque era tão importante quanto a retirada. O objetivo dos vikings não era matar, mas sim saquear a maior quantidade de bens possível – só morria quem tentava impedir. Os aprendizes viravam guerreiros conforme acumulavam expedições no currículo.

– Guerreiros temidos, chamados berserks, originaram lendas. Dizia-se que andavam no meio do fogo e assumiam a forma de animais.

– Os vikings usavam dois tipos de navio: os knarr eram usados para comércio e os drakkar serviam para expedições militares.

Fontes: Vikings: Voyagers of Discovery and Plunder, de R. Chartrand, Ian Heath, Mark Harrison e Keith Durham CONSULTORIA Rudolf Simek, historiador da Universidade de Bonn, e Mark Harrison, historiador e curador do museu Royal Armouries, em Londres.

Written by | Marcelo Dantas

20 anos, criador de conteúdos e casado com a mulher mais perfeita do mundo.