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Também conhecido como “O Deus Cornífero”, Cernunnos, o deus fálico da fertilidade, geralmente é representado na forma de um homem com chifres (símbolos de luz e sabedoria pelos antigos), cascos e orelhas de veado, apresenta barba e cabelos longos, adornado com uma gargantilha, representando o símbolo celta da nobreza. Seus chifres sugerem que ele seja um deus da fertilidade e, para reforçar essa mensagem, era frequentemente associado à cornucópia (corno da abundância), às grutas e vasos de cereais.

Ele é o deus guardião dos bosques, o senhor da mata, protetor das entradas e do círculo mágico que é traçado para o início de um ritual. É o deus que morre e renasce, onde esses ciclos representam a própria existência humana, o nascer do sol diário e até mesmo as estações do ano. Ele nasce da Deusa, carregando também alegria, coragem e otimismo, ensinando aos homens os segredos da morte e do renascimento. Representa luz e escuridão, interrupção e continuidade e até mesmo o Sol em busca da Lua.

Cernunnos parece ter sido amplamente venerado em toda a Europa Céltica e provavelmente era um deus silvestre, assim como o Pã clássico. O culto a ele surgiu entre os povos que dependiam da caça e por isso foi considerado também o deus dos animais silvestres. É provável que sua função de deus da fertilidade também englobasse tanto a fertilidade sexual, quanto a fecundidade dos campos. Há quem diga que a Deusa e o Deus Cornífero representam, unidos, todas as forças vitais do Universo, onde se completam por terem opostos significativos.

Após o Cristianismo se instalar na Europa, Cernunnos foi personificado como o Diabo, por sua personalidade selvagem, seus chifres relacionados à “imagem do cão” e pelos rituais realizados em sua homenagem onde ocorriam sacrifícios; o Clero também desejava derrubar a bruxaria e o culto aos deuses pagãos.

Written by | Thais Ramos

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